quarta-feira, 12 de junho de 2013

BÊNÇÃO NÃO PODE SER COMPRADA

“Vendo, porém, Simão que, pelo fato de imporem os apóstolos as mãos, era concedido o Espírito [Santo], ofereceu-lhes dinheiro, propondo: Concedei-me também a mim este poder, para que aquele sobre quem eu impuser as mãos receba o Espírito Santo.”
(Atos 8.18-19)

Para compreender o pedido feito por Simão aos apóstolos é necessário, antes de tudo, entender o ambiente à época, assim como as práticas da então igreja primitiva. Foi da vontade de Deus deixar bem evidente a presença do Espírito Santo no mundo, como prometido por Jesus: “Mas eu vos digo a verdade: convém-vos que eu vá, porque, se eu não for, o Consolador não virá para vós outros; se, porém, eu for, eu vo-lo enviarei” (João 16.7).

Cristo ascendeu aos céus, e a Palavra de Deus foi cumprida. Por essa razão, fenômenos visíveis, e até audíveis, foram associados à presença do Espírito Santo nas pessoas ungidas. Assim, não pairava nenhuma dúvida quanto ao cumprimento da promessa de Jesus. Sinais perceptíveis confirmavam a presença do Espírito Santo, confirmando a comunicação com Deus mediante a imposição de mãos (At 8.17; 19.6).

A imposição das mãos era bastante comum no judaísmo. Acreditava-se que, por meio dessa prática, certas qualidades eram transferidas de uma pessoa para outra. Não devemos pensar, no entanto, que posteriormente ela representaria uma visão materialista da comunicação do Espírito Santo. Mais do que isso, o fato enfatizava o caráter da autoridade dada por Deus aos apóstolos, frente à missão que Jesus lhes havia confiado. Ninguém pode abençoar no Espírito Santo pela imposição de mãos, nem tão pouco receber essa bênção, simplesmente porque a deseja por si mesmo.

Veja como Simão ficou impressionado com os efeitos visíveis da imposição das mãos pelos apóstolos, logo querendo adquirir tal poder por dinheiro. Ainda hoje, esse é um grande perigo para muitos líderes religiosos, que se dizem cristãos: a exaltação do próprio ego. Simão estava mais interessado em seu prestígio pessoal, do que em promover transformação na vida das pessoas.

O que Simão não sabia é que nenhum dom pode ser comprado por dinheiro. Deveria ter entendido que Deus olha o caráter do homem antes de abençoá-lo, e não a sua posição social. Não seria porque ele tinha dinheiro que iria conseguir tudo o que quisesse. Só um homem cheio do Espírito Santo de Deus pode passar a outro a bênção do Espírito Verdadeiro que o inspira. Só uma pessoa necessariamente transformada por Deus, por intermédio de um novo nascimento, é que pode receber o Espírito Santo.

No mundo capitalista em que vivemos hoje, onde os que têm dinheiro imaginam que podem comprar de tudo, inclusive poder sobrenatural, vale essa lição: dinheiro pode comprar muitas coisas, mas a virtude do Espírito Santo é bênção de Deus! E a verdadeira BÊNÇÃO NÃO PODE SER COMPRADA.


Rev. JOÃO FIGUEIREDO DE ARAÚJO

domingo, 2 de junho de 2013

CHAMADOS A DAR EXEMPLO

“Portai-vos com sabedoria para com os que são de fora; aproveitai as oportunidades. A vossa palavra seja sempre agradável, temperada com sal, para saberdes como deveis responder a cada um.”
(Colossenses 4.5-6)

A responsabilidade de bem representar Jesus, o Filho de Deus, com um comportamento exemplar é dever de todo convertido. Hoje, porém, e infelizmente, por vezes nos deparamos com algumas pessoas que, apresentando-se como cristãos, têm o comportamento de quem ainda não teve a sua vida transformada por Cristo. No texto em epígrafe vemos algumas advertências de como devemos interagir com o mundo fora da Igreja.
               
A primeira advertência é quanto ao comportamento em relação àqueles que ainda não aceitaram a salvação em Cristo Jesus. A Bíblia afirma ser a sabedoria mais preciosa do que as joias: “Porque melhor é a sabedoria do que joias, e de tudo o que se deseja nada se pode comparar com ela” (Provérbios 8.11). Aqui constatamos uma referência específica para o relacionamento do crente com os de fora da Igreja. Vemos a importância que existe no testemunho do cristão no seio de um mundo descrente. Devemos estar cientes de que não apenas por palavras, mas principalmente pelo exemplo é que vamos atrair as pessoas para ouvirem o Evangelho de Cristo.

A segunda advertência é quanto a aproveitar as oportunidades. O cristão deve ter sua percepção muito aguçada na rotina diária, para não perder as boas oportunidades que surgem a cada momento. Devemos ser como uma águia, que voa sempre observando o ambiente em terra. Na primeira oportunidade ela desce num voou rasante em direção ao seu alvo. A Igreja é um verdadeiro celeiro de vida. Na Casa do Senhor há oportunidades de ensinar, cantar, visitar, trabalhar para o bem da congregação e tantas outras coisas mais! Infelizmente, muitos não enxergam essas oportunidades, deixando de bem servir a Cristo junto aos seus semelhantes.

Concluindo, devemos nos comunicar verbalmente buscando sempre ser graciosos e simpáticos para com o próximo. Para que isso aconteça, é preciso ter atenção e estar preparado quanto ao “saberdes como deveis responder a cada um” (v.6b). A expressão sugere que a forma como nos expressamos deve ser adequada à mentalidade, cultura e a intenção embutida nas interações. Isto exige prontidão em santidade por parte do crente.

Nossas palavras refletem a graça de Deus que, por nosso intermédio, pode estar, também, edificando aqueles que nos ouvem. A expressão “temperada com sal” (v.6b) reflete a noção de equilíbrio, de nem mais nem menos. Ou seja, devemos falar o suficiente para a edificação do próximo, como convém àqueles que foram CHAMADOS A DAR EXEMPLO.


Rev. JOÃO FIGUEIREDO DE ARAÚJO

sexta-feira, 17 de maio de 2013

A DIFÍCIL TAREFA DE LIDAR COM MULTIDÕES


“Depois destas coisas, atravessou Jesus o mar da Galiléia, que é o de Tiberíades. Seguia-o numerosa multidão, porque tinham visto os sinais que ele fazia na cura dos enfermos. Então, subiu Jesus ao monte e assentou-se ali com os seus discípulos. Ora, a Páscoa, festa dos judeus, estava próxima. Então, Jesus, erguendo os olhos e vendo que grande multidão vinha ter com ele, disse a Filipe: Onde compraremos pães para lhes dar a comer?”
(João 6.1-5)

O interesse pessoal parece ser algo nato aos indivíduos. Cada pessoa procura estar onde, de certa forma, receberá maiores benefícios. Diante dessa realidade, podemos concluir que a grande multidão que seguia Jesus estava ali esperando receber algo pessoal (v.2). Vemos aqui, em um contexto mais amplo, que as grandes multidões seguiam a Cristo não porque intencionavam assumir um compromisso de fé com Jesus, mas por interesse próprio.

Contudo, devemos observar que Jesus não deixou de fazer o bem por isso, mesmo que os interesses fossem questionáveis. Essa passagem nos ensina a manter a calma e a paciência quando as pessoas nos rodeiam em busca de algo. A seriedade é o melhor remédio nessa hora. A pressão da multidão não deve tirar a nossa paz, nem impedir que façamos o bem. Vejamos os três testes que os discípulos tiveram que passar junto à multidão que seguia a Jesus.

O primeiro teste foi o de prover alimentação para todos. Ao ser confrontado com a multidão faminta, Filipe imaginou que a questão pudesse ser o dinheiro para comprar tanto alimento (v.7). Mas André encontrou a saída num rapaz, que disponibilizou o seu pequeno almoço. A solução nem sempre está onde imaginamos. Ao enfrentarmos um problema aparentemente sem solução devemos entregá-lo a Jesus, pois Ele sabe sempre o que fazer: “Mas dizia isto para o experimentar; porque ele bem sabia o que estava para fazer” (v.6).

O segundo teste foi afastar-se da multidão. A popularidade de Jesus crescia muito, e os seus discípulos, que haviam participado ativamente na distribuição dos pães, compartilhavam dessa popularidade. A proximidade com Jesus os deixava em uma situação privilegiada. Então, nesse êxtase de glória, Jesus os manda embora, passando da popularidade ao perigo do mar revolto (v.15-21). Jesus sabia que a fama para eles seria mais perigosa do que a tempestade.

O terceiro e último teste foi o de deixar a multidão a refletir (v.22-25). Geralmente se busca ao Senhor para satisfazer carências materiais, e não necessidades espirituais. “Respondeu-lhes Jesus: Em verdade, em verdade vos digo: vós me procurais, não porque vistes sinais, mas porque comestes dos pães e vos fartastes” (v.26). Há uma necessidade maior no relacionamento com Deus, e as pessoas precisam ser alertadas a esse respeito.

Jesus, então, alerta a multidão dizendo que devemos trabalhar não pela comida que perece, mas pela que subsiste para a vida eterna, a qual só Ele pode nos dar (v.27). Os discípulos tiveram a oportunidade de usufruir dos benefícios da fama, mas optaram por ficar com Jesus, aprendendo na prática A DIFÍCIL TAREFA DE LIDAR COM MULTIDÕES.

Rev. JOÃO FIGUEIREDO DE ARAÚJO

quinta-feira, 2 de maio de 2013

TARDE DEMAIS PARA REMEDIAR


“No dia seguinte, um espírito maligno, da parte de Deus, se apossou de Saul, que teve uma crise de raiva em casa; e Davi, como nos outros dias, dedilhava a harpa; Saul, porém, trazia na mão uma lança, que arrojou, dizendo: Encravarei a Davi na parede. Porém Davi se desviou dele por duas vezes.”
(1 Samuel 18.10-11)

Se tivessemos que representar o rei Saul, a melhor forma seria com uma lança na mão. Quando lemos a história do primeiro rei de Israel, muitas vezes o encontramos exatamente assim, com uma lança na mão. Ao contrário dele, Davi tem sempre ao alcance das mãos a arma certa para cada situação: uma harpa, um cajado de pastor, uma funda (espécie de estilingue) ou uma espada. Qualquer tarefa que Deus atribuia a ele, Davi a executava com uma arma diferente, apropriada àquela situação específica.

Nossa meditação de hoje recai sobre o homem que quer ter apenas uma arma, um homem com pouca habilidade para lidar com seus sentimentos. No princípio, Saul sente inveja de Davi; em seguida, fica desconfiado, com medo dele; pouco depois sua raiva inunda a alma para, finalmente, tentar tirar a vida de Davi.

Essa imagem merece destaque: enquanto Davi está com uma harpa na mão, em busca de alívio para Saul, este tem na mão uma lança, para matá-lo. Temos aqui o contraste entre a gentileza prestativa daquele que quer fazer o bem, e a brutalidade do perseguidor implacável, tomado de ódio no coração. Davi maneja bem as armas que tem na mão, mas Saul (graças à Deus!) é desajeitado. Enquanto a arma de Davi é inofensiva, a de Saul é mortal!

O texto nos informa que, “(...) como nos outros dias (...)”, Davi tocava sua harpa diante de Saul. Antes do ódio tomar conta da vida do rei, a música de Davi era um remédio para a doença da sua alma. Mas agora que Saul o repugnava de todo o seu coração, a música já não produzia qualquer efeito sobre ele. Devemos ter cuidado para que o ódio não nos domine, tornando ineficaz qualquer remédio que antes surtia efeito. Devemos cuidar para que o rancor não passe a ser o principal alimento da nossa vida.

Pense agora você mesmo, meu irmão, minha irmã, por um breve momento na sua situação atual, no estado da sua alma: existe hoje algum sentimento de raiva em seu coração? Será que esse sentimento já não está se transformando em ódio? Que armas você tem nas mãos para resolver esse problema? Nessa breve reflexão sobre o texto bíblico constatamos que o rei Saul era um homem de uma arma só. Não se deixe tranfornar, como Saul, de modo a perder todas as bênçãos que você já tem, preparadas pelo Senhor para a sua vida!

Por não ter outras habilidades o rei tornou-se um homem reprovável aos olhos de Deus, na voz do profeta: “Porém Samuel disse a Saul: Não tornarei contigo; visto que rejeitaste a palavra do Senhor, já ele te rejeitou a ti, para que não sejas rei sobre Israel” (1 Samuel 15.26). O ódio tomou tal proporção na vida do rei Saul que nenhum remédio fazia mais efeito. Foi ele mesmo quem permitiu que a sua loucura chegasse a um estágio irreversível, ao ponto de ser TARDE DEMAIS PARA REMEDIAR.

Rev. JOÃO FIGUEIREDO DE ARAÚJO

sexta-feira, 19 de abril de 2013

PAI NOSSO, MAS NÃO DE TODOS


“Portanto, vós orareis assim: Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome; venha o teu reino; faça-se a tua vontade, assim na terra como no céu; o pão nosso de cada dia dá-nos hoje; e perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós temos perdoado aos nossos devedores; e não nos deixes cair em tentação; mas livra-nos do mal [pois teu é o reino, o poder e a glória para sempre. Amém]!”
(Mateus 6.9-13)

A “Oração do Pai Nosso” é uma das mais difundidas entre seguidores das mais diversas religiões. Independente de qual seja a crença, lá estará sempre alguém “rezando” um “Pai Nosso...” Mas qual seria o problema disso? Bom, em primeiro lugar devemos dizer que esta é uma oração que Jesus ensinou aos seus discípulos, e tanto Mateus quanto Lucas deixa isso bem claro.

Mateus coloca a oração no contexto do ensino de Jesus no Sermão do Monte aos seus discípulos (Mateus 5.1-2). Lucas nos diz que Jesus ensinou essa oração a pedido de um dos seus discípulos (Lucas 11:1). Fazemos bem em chamar a Oração do Senhor, porque foi ele mesmo que nos ensinou. Mas essa expressão só faz sentido para quem reconhece Jesus Cristo como único e suficiente Senhor e Salvador da sua vida!

Os três primeiros pedidos da oração exaltam a soberania de Deus. Isto é, você deve começar a orar dando a Deus o lugar supremo que merece. Só após pode-se considerar as necessidades pessoais. Apenas quando se dá a Deus o seu primeiro lugar em nossas vidas, o restante pode ser considerado no lugar que achamos que merece. A oração nunca deve ser uma tentativa de forçar a vontade de Deus para os nossos desejos, mas sim (e sempre) uma tentativa de submeter os nossos desejos à vontade do Senhor.

Na segunda parte da oração, que trata de nossas necessidades, há uma unidade muito bem definida.  Primeiro pedir pão. Precisamos de sustento para só então colocar as necessidades do presente diante do trono de Deus. Quem é o nosso provedor? O Pai. É Ele que sustenta graciosamente os seus filhos queridos!

O segundo pedido é por perdão. Fazendo isso colocamos o nosso passado na presença de Deus, ou seja, tudo aquilo que foi feito por nós que desagrada ao Senhor. Logo após lembramos a obra de Jesus, aquele que deu a sua vida para remissão dos nossos pecados.

Finalmente pedimos ajuda para nos livrar das tentações. Assim colocamos o nosso futuro nas mãos de Deus. Sem dúvida é o Espírito Santo que nos dá essa sensibilidade, nos ensina, nos fortalece e nos livra das tentações desse mundo, que jaz no Maligno.

Nesses três pedidos curtos somos ensinados a colocar o passado, presente e futuro no contexto da graça de Deus. E ainda que a oração seja dirigida ao Pai, nela está certamente envolvida a Trindade, com o Filho e o Espírito Santo. Portanto essa bela oração só tem sentido na boca do verdadeiro filho de Deus, sabedor que Deus é o PAI NOSSO, MAS NÃO DE TODOS.

Rev. JOÃO FIGUEIREDO DE ARAÚJO

É IMPOSSÍVEL FUGIR DA PRESENÇA DE DEUS


“Jonas se dispôs, mas para fugir da presença do Senhor, para Társis; e, tendo descido a Jope, achou um navio que ia para Társis; pagou, pois, a sua passagem e embarcou nele, para ir com eles para Társis, para longe da presença do Senhor.
Mas o Senhor lançou sobre o mar um forte vento, e fez-se no mar uma grande tempestade, e o navio estava a ponto de se despedaçar.”
( Jonas 1.3-4)

Você já tentou fugir de Deus? Muito provavelmente sim, mas é claro que não subiu em um barco ou tomou um avião para tentar sair da presença do Altíssimo. Como o salmista, também você e eu podemos exclamar: Para onde me ausentarei do teu Espírito? Para onde fugirei da tua face”? (Salmo 139.7). Todos nós bem sabemos que é impossível escapar da presença do Senhor, pois ele é onipresente, está em toda parte!

Consideremos, no entanto, algumas situações mais específicas do cotidiano, como alguém que não quer ir às reuniões da sua congregação, porque sabe que está em pecado e tem medo de ser confrontado. Ou no caso de uma pessoa que não vai a certo lugar porque sabe que lá encontrará um irmão que não gosta muito. Ou ainda um terceiro que não comparece a determinada reunião, para evitar que receba alguma responsabilidade a mais do que aquelas que já tem.

Em cada um desses casos encontramos pessoas que estão evitando uma determinada situação ou exposição, porque não querem fazer algo que sabem que o Senhor (e não o mundo) exige deles. Mas não tenham dúvida, meus queridos irmãos e irmãs em Cristo:  não é possível permanecer caminhando com Deus sem obedecer aos seus desígnios!

Em última análise, cada um pode tentar fugir da presença de Deus à sua maneira, buscando evitar aquilo que lhes é desagradável. Até o próprio Filho de Deus sentiu o peso da sua responsabilidade, no momento mais difícil do seu ministério.

No Getsêmani, Jesus abriu completamente o seu coração quando orou ao Senhor: "Meu Pai, se possível, passe de mim este cálice!” (Mateus 26.39b).

Nós precisamos entender que esses conflitos são parte do preço que temos que pagar por seguir a Deus. É normal, como seres humanos, tentarmos evitar aquilo que nos é desagradável. Mas o que não podemos fazer é nos deixar dominar por esse desejo, pois se torna um pecado. Não há como fugir da presença e da vontade do Senhor, se de fato você conhece o Deus verdadeiro.

Não podemos adiar o que Deus espera de nós em cada momento. Não podemos deixar de fazer aquilo que Deus colocou em nossas mãos para ser feito. Não adianta tentar se esconder, Ele vai nos encontrar em qualquer lugar que estejamos! A história do profeta Jonas é um exemplo perfeito de que É IMPOSSÍVEL FUGIR DA PRESENÇA DE DEUS.

Rev. JOÃO FIGUEIREDO DE ARAÚJO

UM “SE” QUE FAZ TODA A DIFERENÇA


“E, se Cristo não ressuscitou, é vã a nossa pregação, e vã, a vossa fé.”
(1 Coríntios 15.14)

Como pode um aparentemente insignificante “se” ser capaz de mudar todo o contexto da história! Você crê nisso? O crer ou não crer na ressurreição de Jesus, como fato real da história, tem implicações nesta e em nossa outra vida. Não crer na ressurreição torna nulo tudo o que se refere a Cristo e, consequentemente, vã a nossa fé. Mas quando se crê nisso, tem-se diante de si algo que dá sentido à nossa existência, nesta e na outra vida que virá. Discorrendo sobre esse tema, William Barclay destaca alguns pontos importantes que a ressurreição de Jesus comprova.

Primeiro, que a verdade é mais forte do que a mentira. Referindo-se aos seus inimigos, Jesus disse: “Mas agora procurais matar-me, a mim que vos tenho falado à verdade que ouvi de Deus; assim não procedeu Abraão” (João 8.40). Jesus sempre esteve comprometido com a verdade. Seus inimigos queriam a sua morte porque não desejavam abandonar o seu modo de vida centrada no erro e no engano. Eles queriam se livrar da verdade para continuar na mentira desse mundo. Se de fato eles tivessem conseguido se livrar de Jesus, a mentira teria sido mais forte do que a verdade.

Segundo, a ressurreição prova que o bem é mais forte do que o mal. Ainda citando o Evangelho de João: “Vós sois do diabo, que é vosso pai, e quereis satisfazer-lhe os desejos. Ele foi homicida desde o princípio e jamais se firmou na verdade, porque nele não há verdade. Quando ele profere mentira, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso e pai da mentira” (João 8.44). Se Jesus de fato não tivesse ressuscitado, o mal teria triunfado, e não poderíamos ter a absoluta certeza de que o bem é mais forte do que o mal.

Terceiro, a ressurreição prova que o amor é mais forte do que o ódio. Jesus é a encarnação do amor de Deus. No desejo de matar Jesus, vemos o conflito entre o amor e o ódio. O Livro dos Cânticos de Salomão afirma que “o amor é forte como a morte” (Cantares 8.6). Se Jesus não ressuscitou, então o ódio venceu o amor. Mas a ressurreição de Jesus é a prova definitiva de que o amor é mais forte do que a morte e o ódio juntos.

Por fim, a ressurreição prova que a vida é mais forte do que a morte. Se Jesus tivesse morrido e não tivesse ressuscitado, estaria claro que a morte o teria destruído cruelmente na cruz. Mas a ressurreição é a prova definitiva de que a vida é mais forte do que a morte. As palavras de Paulo em epígrafe são claras: se a ressurreição de Jesus não aconteceu de fato, o Evangelho seria baseado em uma mentira, e os muitos milhares que morreram acreditando nessa esperança teriam se perdido para sempre, porque não haveria nada após a morte. Portanto, quanto à nossa fé na ressurreição de Jesus Cristo como Senhor e Salvador, estamos diante de UM “SE” QUE FAZ TODA A DIFERENÇA.

Rev. João Figueiredo de Araújo