quarta-feira, 4 de março de 2015

VITÓRIA COM SABOR DE VITÓRIA

“Chegando Davi aos duzentos homens que, de cansados que estavam, não o puderam seguir e ficaram no ribeiro de Besor, estes saíram ao encontro de Davi e do povo que com ele vinha; Davi, aproximando-se destes, os saudou cordialmente.”
(1 Samuel 30.21)

Às vezes ficamos aborrecidos com quem não se dispõe a nos acompanhar nas lutas diárias da vida. Com isso, apesar de vencer as batalhas, ficamos magoados, perdendo um pouco do sabor da vitória. Para que isso não aconteça, precisamos aprender com Davi e, assim, desfrutar da benção completa que somente Deus proporciona.

Ao retornar para Ziclague, Davi se depara com um cenário de destruição e tristeza naquela sua base à época, que o texto bíblico informa ter sido fruto de um ataque do povo amalequita. Queimaram a cidade e levaram cativas suas mulheres e crianças. Todos se indignam com a situação, querendo saber quem fora o agressor. Como Davi faz isso?

Primeiramente “Davi se reanimou no Senhor, (...)” (v.6), dizendo ao sacerdote Abiatar que lhe trouxesse a estola sacerdotal para falar com “(...) seu Deus”. Foi consultando antes a vontade do Senhor que Davi começou a virada para a sua vitória. Após a aprovação de Deus, ele sai em resgate das mulheres e crianças, sem ainda nem saber quem iria enfrentar.

Em segundo lugar Davi confia na providência divina ao longo da sua empreitada. Ele consegue informações sobre o inimigo de um escravo egípcio, abandonado pelos amalequitas, que com toda certeza foi o próprio Deus que colocou em seu caminho. De acordo com o relato bíblico, enquanto todas as fontes de conhecimento estão fechadas para Saul, o caminho de Davi está repleto de orientações sobrenaturais que o levam ao sucesso.

Por fim, reconhecendo que é Deus quem provê todas as coisas, Davi não discrimina quem não o acompanhou na luta. Generosamente distribuiu os despojos tanto aos que foram com ele ao combate como àqueles que, por seus motivos, ficaram para trás. Com o exemplo de Davi é possível aprender a conquistar uma VITÓRIA SABOR DE VITÓRIA


Rev. JOÃO FIGUEIREDO DE ARAÚJO

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

A CAPACIDADE DE DIZER NÃO

“Bem-aventurado o homem que não anda no conselho dos ímpios, não se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores. Antes, o seu prazer está na lei do Senhor, e na sua lei medita de dia e de noite.”
(Salmo 1.1-2)

Enquanto o primeiro versículo dos Salmos da Bíblia Sagrada afirma que feliz é quem recusa o mal, sabendo quando deve dizer “não” – NÃO anda no conselho dos ímpios, NÃO se detém no caminho dos pecadores, NÃO se assenta na roda dos escarnecedores – a propaganda de uma conhecida marca de cerveja disse exatamente o contrário em sua campanha publicitária para esse carnaval: “ESQUECI O NÃO EM CASA”!

Ora, pensando bem, como seria esse ato de deixar em casa a nossa capacidade de dizer “não”? Seria talvez para que disséssemos sempre SIM a tudo – drogas, prostituição, álcool, prazer, violências – propostas mais efusivas nesse período do ano? A campanha foi tão absurda que gerou revolta pela internet, culminando com a substituição da frase infeliz.

Não foi por acaso essa reação. O direito de dizer NÃO pode ser às vezes uma questão de vida ou morte, de bênção ou maldição! Conhecer o caminho certo na vida evita que tomemos aqueles que conduzem à miséria e ruína. O equilíbrio da felicidade está em nossa capacidade de dizer SIM e NÃO. O medo de dizer NÃO desequilibra o processo da felicidade.

Essa combinação balanceada de SIM e NÃO, entretanto, nem todos conseguem fazer: Os ímpios não são assim...” (v.4a), é declarado a seguir pelo salmista. Aqueles que não meditam na Lei do Senhor não conseguem dizer NÃO quando necessário. Sem a sábia instrução da Palavra de Deus somos levados por apologias falsas que, afinal, levam ao caminho da infelicidade. Somos mais felizes mantendo sempre conosco A CAPACIDADE DE DIZER NÃO.

Rev. JOÃO FIGUEIREDO DE ARAÚJO

segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

DEUS TEM SEMPRE O MELHOR PARA NÓS

“Ora, o nascimento de Jesus Cristo foi assim: estando Maria, sua mãe, desposada com José, sem que tivessem antes coabitado, achou-se grávida pelo Espírito Santo.”
(Mateus 1.18)

Passamos boa parte da nossa vida fazendo planos, e muitos aproveitam a virada do ano para fixar seus novos desejos e metas: casar, comprar a casa própria, fazer regime, pagar todas as dívidas, entre outros compromissos, apenas para citar alguns exemplos mais comuns.

Assim como nós, José e Maria também tinham seus planos e metas. Eles sonhavam casar e ser felizes, ter filhos e educá-los na Lei de Deus. Embora o versículo bíblico em destaque não entre em maiores detalhes, o noivado (traduzido por “desposada”) já representava um forte compromisso para o casamento futuro. É exatamente nesse ponto que algo inesperado acontece: Maria fica grávida, e tudo muda drasticamente na vida do jovem casal.

O dilema de José e Maria pode ser vivenciado por nós ainda hoje. Nem sempre as coisas saem da forma que planejamos, e nunca devemos esquecer a possibilidade do inesperado acontecer. É como afirma e nos ensina a sabedoria bíblica – “O coração do homem pode fazer planos, mas a resposta certa dos lábios vem do Senhor” (Provérbios 16.1).

Devemos saber que é praticamente impossível ao ser humano prever tudo o que pode acontecer na vida, mesmo tendo intimidade com Deus como tinha Maria. A gravidez inesperada foi a pior coisa que poderia acontecer naquele momento em sua vida. Não há dúvida que o casal se amava, mas surgiu uma barreira muito sensível entre eles, que poderia inclusive levar à morte de Maria, segundo a Lei judaica.

A situação assim descrita pode dar a entender que a essência da vida é de uma total insegurança quanto ao futuro. Mas não foi essa a conclusão desse relato, pois Deus sempre está no controle de todas as coisas. O que parecia ser uma desgraça total revelou-se na maior graça de toda a história da humanidade. Maria sabia de suas dificuldades, mas estava feliz. Ela seria a mãe do Messias, o Salvador de todos os povos! Quando as coisas não saem como prevemos, não devemos desanimar, pois DEUS TEM SEMPRE O MELHOR PARA NÓS.


Rev. JOÃO FIGUEIREDO DE ARAÚJO

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

FELICIDADE, ORAÇÃO E GRATIDÃO

“Regozijai-vos sempre. Orai sem cessar. Em tudo, dai graças, porque esta é a vontade de Deus em Cristo Jesus para convosco.”
(1 Tessalonicenses 5.16-18)

A gratidão deve ser uma característica marcante na vida cristã. Ao contrário do ímpio, que não reconhece nem muito menos agradece o cuidado diário de Deus (como o Paulo deixa claro em Romanos 1.18-21), o verdadeiro cristão está sempre agradecido, haja o que houver, porque tem a convicção de que tudo na vida provém da vontade de Deus.

O apóstolo Paulo ressalta ainda, na sua primeira carta aos Tessalonicenses, entre outros conselhos, que esse necessário reconhecimento diário, a ser experimentado na vida de todo cristão, deve ser baseado o tripé: FELICIDADE, ORAÇÃO E GRATIDÃO.

Todos os demais aconselhamentos do apóstolo dependem desse tripé, havendo ainda uma interdependência entre eles. Ou seja: por ser grato, eu sou feliz; por ser feliz, eu sou grato; e o que possibilita tudo isso é uma vida de oração.

UMA IGREJA FELIZ - Quando vivemos o verdadeiro cristianismo podemos desfrutar todos os benefícios que a alegria da comunhão nos traz. Em uma atmosfera feliz, os irmãos encontram um ambiente ideal para o seu pleno desenvolvimento, tanto físico quanto emocional.

UMA IGREJA QUE ORA – A ligação entre a felicidade e a gratidão é a oração. A saúde emocional de qualquer pessoa depende de sua atitude mental e, muitas vezes, mesmo que involuntariamente, nossas mentes iniciam atividades indesejadas. Esses lapsos nocivos precisam ser neutralizados com o antídoto da oração.

UMA IGREJA EM AÇÃO DE GRAÇAS - Quando entendemos que as circunstâncias (fruto do momento) não devem ser determinantes para a nossa felicidade (fruto do Espírito), encontramos sempre motivos para agradecer.

A nossa maior motivação na vida cristã deve estar centrada na pessoa de Cristo. Quando Jesus passa a ser uma realidade constante em nossas atividades diárias, tudo se transforma em FELICIDADE, ORAÇÃO E GRATIDÃO.

Rev. JOÃO FIGUEIREDO DE ARAÚJO

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

ÁGUA EM TERRA SECA

“Bem-aventurado o homem cuja força está em ti, em cujo coração se encontram os caminhos aplanados, o qual, passando pelo vale árido, faz dele um manancial; de bênçãos o cobre a primeira chuva.”
(Salmos 84.5-6)

Nesse mundo estamos expostos a muitos problemas, e essa é uma realidade experimentada por cada um de nós, sem exceção. Assim, por certo a pessoa relatada pelo salmista também enfrentava as mesmas lutas de todos nós. Fica claro que o segredo da felicidade não deve estar baseado nas circunstâncias temporais da vida, mas sim no nível de intimidade que temos permanentemente com Deus.

Para o salmista o vale árido representa os momentos de sofrimento e angústia, que não temos como evitar. O cenário de aridez traduz desesperança diante da perspectiva de improdutividade. No entanto, quem busca sua força no Senhor transforma as circunstâncias de morte em tempo produtivo, de vida em abundância. Quando não há mais esperança nesse mundo é possível esperar de Deus as bênçãos das suas promessas em Cristo Jesus.

Nossa peregrinação nesse mundo muitas vezes passa pelo vale árido da desesperança, gerando muitas lágrimas de tristeza. Esses momentos difíceis são uma boa oportunidade para reforçar a fé daqueles que têm no Senhor a sua força. Quem anda com Deus verá na própria adversidade uma oportunidade de vivenciar a sua fidelidade na própria vida.

Portanto, se realmente confiamos em Deus, e temos seguido os seus preceitos em nossa caminhada, não há o que temer. Em nome de Jesus e pelo poder do Espírito Santo seremos capazes de transformar lugares secos em fontes de água viva. Assim, nossas tristezas e sofrimentos se tornarão em alegrias e bênçãos. Quando, pela fé, vemos oportunidades em nossas dificuldades, somos capazes até de encontrar ÁGUA EM TERRA SECA!


Rev. JOÃO FIGUEIREDO DE ARAÚJO

sexta-feira, 31 de outubro de 2014

ESPERANÇA QUE É A PROMESSA

“A esperança que se adia faz adoecer o coração, mas o desejo cumprido é árvore de vida.”
(Provérbios 13.12)

Embora sem que possamos perceber, a esperança tem um papel fundamental em nossas vidas. Por isso, não é errado esperar por dias melhores. Isso é bom, saudável e dá ânimo para continuar vivendo e lutando. Na verdade, para termos uma experiência completa com Cristo é preciso vivenciar essa dimensão na vida - a de ter e alimentar esperança no seu retorno. Por essa razão o apóstolo Paulo nos exorta a vivenciar essa experiência iluminados os olhos do vosso coração, para saberdes qual é a esperança do seu chamamento, qual a riqueza da glória da sua herança nos santos” (Efésios 1.18).

No entanto, quando não estamos em perfeita sintonia com Deus, podemos estar depositando nossa esperança em algo que não vai se realizar. Essa espera que nunca se realiza vai, por certo, adoecer o nosso coração por meio de muitas frustrações. A falta de uma plena intimidade com Deus faz com que sejamos alimentados com falsas esperanças! Muitas pessoas buscam hoje nas igrejas promessas materiais que são vazias, por não ser aquilo que Deus preparou para elas. Essas pessoas, como diz o provérbio, acabarão doentes.

O que se pode concluir disso é muito simples: não devemos negligenciar o elemento valioso da esperança como parte da graça de Deus em nossas vidas. Para muitos, o que ainda lhes resta é a esperança. Contudo, é preciso estar desprovido de falsas ilusões. Só uma vida em plena sintonia com o Evangelho de Cristo Jesus pode se firmar na verdadeira ESPERANÇA QUE É A PROMESSA de Deus!


Rev. JOÃO FIGUEIREDO DE ARAÚJO

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

O DEUS DO IMPOSSÍVEL!

“Então, se virou o Senhor para ele e disse: Vai nessa tua força e livra Israel da mão dos midianitas; porventura, não te enviei eu? E ele lhe disse: Ai, Senhor meu! Com que livrarei Israel? Eis que a minha família é a mais pobre em Manassés, e eu, o menor na casa de meu pai.”
(Juízes 6.14-15)

Situando essa citação bíblica no contexto histórico, os midianitas haviam dominado Israel com um poderoso exército, subjugando completamente o povo de Deus. Com a sua terra e o seu gado mantidos sobre domínio estrangeiro, os israelenses nesse momento estavam muito desmoralizados e sem esperança alguma.

Apesar desse contexto de humilhação e desesperança, Gideão continuava o seu trabalho mantendo sua fé no Todo Poderoso. Em meio a essa situação, ele recebe uma visita muito especial, anunciando uma proposta aparentemente absurda: que aquele servo de Deus, um homem desconhecido e pobre, iria por fim ao sofrimento do seu povo.

Num cenário solitário, em meio a uma situação permeada de medos e ansiedades, o Senhor apresenta a Gideão o seu projeto, algo aparentemente impossível de ser realizado apenas com os atributos humanos. Porém, nunca nada que possa parecer estranho aos nossos olhos é impossível aos olhos de Deus.

Quando analisamos a trajetória do povo de Israel, os principais acontecimentos da sua história foram sempre realizados sob a ótica do impossível, e não daquilo que era possível nas circunstâncias vivenciadas. Do mesmo modo, os feitos de Deus continuam dirigindo a nossa vida hoje em dia. Contudo, muitas vezes o nosso orgulho não permite que admitamos isso.

Mas é exatamente quando nos sentimos completamente incapazes diante de um desafio é que somos testados na fé. Precisamos ultrapassar a barreira humana de nossas limitações para trilhar um novo caminho, confiantes na misericórdia de Cristo Jesus. Nessa hora reconhecemos que não podemos confiar em nossas próprias forças, nem na inteligência e muito menos nos recursos disponíveis, que por si só não podem garantir vitória alguma.

Somente assim, quando estamos desprovidos de todos os acessórios e de tudo que julgamos importante aos nossos olhos humanos diante de uma determinada situação, é que podemos experimentar essa rica experiência de depender unicamente do Senhor, O DEUS DO IMPOSSÍVEL!


Rev. JOÃO FIGUEIREDO DE ARAÚJO