sábado, 3 de maio de 2014

VIVER SEM VER O COLORIDO DA VIDA

“Todos os dias do aflito são maus, mas a alegria do coração é banquete contínuo.”
(Provérbios 15.15)

Esse provérbio contrasta o estado de espírito de pessoas felizes, com o daquelas que são infelizes. Quem já conviveu com uma pessoa depressiva sabe como são difíceis os seus dias. Sem alegria no coração é impossível enxergar a beleza ao seu redor, o banquete contínuo de Deus em nossa vida. Infelizmente, nem todos entendem a depressão, o que só piora a situação dos que convivem com ela. Em lugar de ajudar em conforto, oração e oferecimento do ombro amigo, na maioria das vezes o que prevalece na relação são as críticas, que aumentam ainda mais a dor de almas de antemão fragilizadas.

Quem convive com essas pessoas precisa entender que o aflito não consegue enxergar o lado colorido da vida, um manancial de felicidade possível. Não importam as circunstâncias em que se encontram, elas vão sempre reclamar de alguma coisa. Seus lamentos estarão presentes em cada comentário de cada conversa. Não é tarefa fácil conviver nessa situação, pois o pessimismo de um acaba contagiando todo o ambiente, removendo rapidamente qualquer manifestação potencial de alegria.

Mudar essa condição é mais uma questão de atitude do que de vontade. O certo é que não podemos decidir o que vai acontecer, mas podemos decidir que atitude tomar em cada situação. Um bom exercício para o depressivo é procurar encher a mente com bons pensamentos, como ensina o apóstolo Paulo: Finalmente, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é respeitável, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se alguma virtude há e se algum louvor existe, seja isso o que ocupe o vosso pensamento” (Filipenses 4.8). Em grande parte, uma mente saudável depende daquilo que por ela é armazenado.

Assim, cabe orientar pessoas depressivas no entendimento de que a alegria da vida não depende do que se tem, ou do que está acontecendo em sua volta, mas da graça de Deus no seu coração! Recorrer a esses fatores externos favoráveis como argumento de que tudo está bem, e que não há motivos para tristeza, normalmente não ajuda a melhorar a situação. Em geral, a depressão não permite enxergar a beleza ao derredor, submetendo a um VIVER SEM VER O COLORIDO DA VIDA.


Rev. JOÃO FIGUEIREDO DE ARAÚJO

quinta-feira, 17 de abril de 2014

BUSCANDO JESUS DE MODO ERRADO

“Estando elas possuídas de temor, baixando os olhos para o chão, eles lhes falaram: Por que buscais entre os mortos ao que vive? Ele não está aqui, mas ressuscitou. Lembrai-vos de como vos preveniu, estando ainda na Galiléia (...)”.
(Lucas 24.5-6)

O texto de hoje refere-se a pessoas que realmente amavam sinceramente a Cristo, mas o procuravam em contexto equivocado. Sobre o Jesus verdadeiro a morte não teve poder! A pergunta feita pelos anjos revela o erro teológico daquela busca insensata: Por que buscais entre os mortos ao que vive? Ele não está aqui, mas ressuscitou. Lembrai-vos de como vos preveniu, estando ainda na Galiléia (...)”.

Reconhecemos que existem hoje muitas pessoas que amam o Senhor Jesus, e fariam qualquer coisa para demonstrar o seu amor por ele. No entanto, encontrá-lo de verdade é uma realidade que pode estar mais além do nosso esforço pessoal. Muitas pessoas imaginam ter encontrado o verdadeiro Jesus, mas de fato podem ter sido frustradas em suas buscas.

Sem dúvida, os anjos fazem, assim, uma boa pergunta, e não só para as mulheres que então buscavam o corpo de Jesus, pois Pedro e João também foram até o túmulo. O mais interessante é o fato de que essa pergunta ainda serve para cada um de nós atualmente! Temos buscado o Deus vivo, ou outro ser sobre quem a destruição tem poder? Temos procurado Cristo entre os vivos, ou entre mortos na cruz? Em suas crenças, muitos imaginam já ter encontrado a Cristo, mas na verdade encontraram qualquer outra coisa, que nada tem a ver com Jesus de Nazaré, o Filho de Deus ressurreto.

Sem negar o amor que sentiam por Jesus, e a honestidade em seus corações, aquelas pessoas estavam buscando um Jesus morto, mas não ao Deus Vivo! Da mesma forma, sem negar a sinceridade nos seus propósitos, essa pergunta ainda é perfeitamente válida para a Igreja dos dias atuais. Muitos acreditam, equivocadamente, que a obra redentora de Jesus se completou na cruz do calvário.

Considerando a importância ímpar de cada uma das fases da vida de Jesus, do nascimento até o momento da sua morte na cruz, nunca devemos esquecer de que ele ressucitou, subiu ao Céu e está a destra do Pai! O entendimento integral da obra de Cristo é a única forma que temos de corrigir o erro teológico daqueles que estão BUSCANDO JESUS DE MODO ERRADO.


Rev. JOÃO FIGUEIREDO DE ARAÚJO

quinta-feira, 3 de abril de 2014

AJUSTE DE CONTAS COM DEUS

“Alegra-te, jovem, na tua juventude, e recreie-se o teu coração nos dias da tua mocidade; anda pelos caminhos que satisfazem ao teu coração e agradam aos teus olhos; sabe, porém, que de todas estas coisas Deus te pedirá contas.”
(Eclesiastes 11.9)

Cada um de nós, por certo, conhece inúmeros casos de pessoas que sofrem na vida, porque fizeram escolhas erradas quando ainda jovem. Mas o curioso é que, na maioria das vezes, essas constatações não são suficientes para impedir que se cometam novamente os mesmos erros, principalmente na juventude. O certo, porém, é que ter uma fase adulta tranquila depende, em grande parte, das decisões que tomamos no início da vida.

A juventude pode se tornar vazia, e até perigosa, se não for vivenciada de modo adequado. Na ânsia de viver intensamente essa fase, muitos jovens tomam decisões que irão marcar negativamente suas vidas para sempre. Ainda hoje, como no caso do filho pródigo (parábola proposta por Jesus em Lucas 15.11-32), muitos jovens optam por ter uma vida aparentemente melhor longe do olhar dos pais, mas as consequências são invariavelmente desastrosas.

É normal a tendência da juventude em decidir pelo que julga mais importante no momento, principalmente quando traz satisfação imediata. No entanto, com o decorrer dos anos, percebe-se que aquilo que parecia mais importante, na verdade não era tão importante assim. Para a grande maioria, porém, essa constatação chega quando já é tarde demais. Há um tempo em que não dá mais para mudar a história, uma vida construída com base em decisões equivocadas no passado.

Com plena consciência de tais consequências, o autor do Livro de Eclesiastes alerta aos mais jovens em relação a esse perigo. Sua intenção é clara: mostrar que, se vamos um dia prestar contas de nossas decisões, por que não decidir hoje por algo que não venhamos a nos arrepender? Sendo positivo ou negativo o saldo das decisões na vida, todos nós um dia teremos, individualmente, o nosso AJUSTE DE CONTAS COM DEUS!


Rev. JOÃO FIGUEIREDO DE ARAÚJO

sexta-feira, 14 de março de 2014

BATALHAS SOLITÁRIAS DA VIDA

“Respondeu Davi a Saul: Teu servo apascentava as ovelhas de seu pai; quando veio um leão ou um urso e tomou um cordeiro do rebanho, eu saí após ele, e o feri, e livrei o cordeiro da sua boca; levantando-se ele contra mim, agarrei-o pela barba, e o feri, e o matei.”
(1 Samuel 17.34-35)

Normalmente temos uma visão negativa das lutas que passamos na vida, principalmente aquelas sem testemunhas, ou seja, as que travamos na solidão do “deserto”. No entanto, são essas lutas solitárias da nossa história que melhor nos preparam para as conquistas públicas que teremos adiante.

O texto bíblico em destaque nos chama atenção para esse aspecto da vida. Davi, ao decidir enfrentar o desafio de lutar contra o gigante Golias, em um combate público, primeiramente convenceu o rei Saul de que seria capaz de tamanha proeza, baseando seu argumento nas lutas pessoais que já havia travado e vencido solitariamente.

Ele já havia sido vitorioso antes em dois combates de vida ou morte: um contra um leão, e outro contra um urso que ameaçavam suas ovelhas. Em ambos os casos ele não fugiu das feras, mesmo sem haver nenhum publico presente. Nesses combates solitários havia apenas Davi, o adversário e, com toda certeza, Deus, materializado na sua fé e confiança inabaláveis.

No argumento de Davi encontramos um importante princípio a ser considerado. Antes de enfrentar a sua luta decisiva, perante dois exércitos que aguardavam um desfecho favorável, ele já havia vencido batalhas significativas em completa solidão. Em síntese, o desafio proposto para vir a público não era nenhuma novidade na sua vida, pois ele já havia sido vitorioso em outros tão difíceis como esse, ocorridos na mais completa solidão de um pastor de ovelhas.

Enfim, as lutas enfrentadas (e vencidas) nos momentos de solidão da vida são como um treinamento para as vitórias que teremos nos desafios públicos. O temor do fracasso em batalhas da vida privada traduz uma dificuldade em travar os combates em público. Normalmente os vitoriosos publicamente na vida são aqueles que, anteriormente, venceram suas próprias BATALHAS SOLITÁRIAS DA VIDA.


Rev. JOÃO FIGUEIREDO DE ARAÚJO

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

DOCE E AMARGO

“Ai dos que ao mal chamam bem e ao bem, mal; que fazem da escuridade luz e da luz, escuridade; põem o amargo por doce e o doce, por amargo!”
(Isaías 5.20)

Podemos perceber hoje, em nossa sociedade pós-moderna, uma tentativa deliberada de confundir a cabeça das pessoas, principalmente por parte de alguns meios de comunicação de massa. Um bom exemplo dessa tendência aconteceu recentemente na telenovela “Amor a Vida”, da dramaturgia produzida pela Rede Globo de televisão.

No contexto que estamos abordando, o personagem Félix da novela deve ser visto como uma pessoa boa ou má? Afinal de contas, como pode alguém que na maior parte da trama maquina o mal, inclusive lançando uma criança recém-nascida no lixo, acabar como referência a ser imitada? Mas, infelizmente, essa foi a mensagem subliminar passada.

A tentativa de substituir os padrões instituídos por Deus, por valores de uma geração sem Deus, vem se tornando cada vez mais uma constante nos dias de hoje. De acordo com o texto bíblico em destaque, essa inversão de valores - somada à ganância, hedonismo, rebelião, imoralidade e injustiça que permeiam a mídia atualmente - compõe o quadro de coisas abomináveis segundo a Bíblia, conforme preconizam os “Ais”, de Isaías 5.8-23.

Essa indefinição de valores, produzida por uma sociedade sem Deus, confunde as pessoas, invertendo os padrões da tradição judaico-cristã. Ao construir mentes cauterizadas pela massificação dessas informações equivocadas, o pecado acaba tornando-se uma forma aceitável de vida.

No texto em destaque, o profeta mostra que esse problema pode afetar tanto a moralidade pública (“luz e trevas”, que são questões comuns a todos) como a moralidade privada (“amargo e doce”, que são nuances inerentes ao gosto pessoal).

Sem ter seus valores bem definidos, a própria sociedade se torna vítima de suas escolhas e práticas equivocadas. O padrão de família é alterado, assim como do casamento, da criação de filhos e assim por diante.

Ao final, todos acabam pagando um alto preço por isso. A responsabilidade maior, porém, será daqueles influenciados por essa cosmovisão distorcida: “Ai dos que...”, como decreta o profeta Isaías! Acompanhando os telejornais percebemos como as consequências de tudo isso são alarmantes, fruto de uma sociedade que não sabe mais distinguir entre DOCE E AMARGO.


Rev. JOÃO FIGUEIREDO DE ARAÚJO

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

PRISIONEIROS DA INFÂNCIA ESPIRITUAL

“Pois, com efeito, quando devíeis ser mestres, atendendo ao tempo decorrido, tendes, novamente, necessidade de alguém que vos ensine, de novo, quais são os princípios elementares dos oráculos de Deus; assim, vos tornastes como necessitados de leite e não de alimento sólido.”
(Hebreus 5.12)

O crescimento é algo normal e intrínseco à natureza. O pai não precisa dizer a cada dia: “filho, cresça mais um centímetro!”. Não, isso não é necessário. Estando com saúde, os filhos crescerão a cada dia, quer queiram, quer não. Da mesma forma, o crescimento espiritual deve ocorrer naturalmente com o passar do tempo na vida cristã.

Mas, infelizmente, alguns irmãos não crescem na sua fé, ficando presos no que podemos chamar de infância espiritual. Existem alguns que, apesar do tempo de permanência em uma igreja, convivendo com outros irmãos em franco crescimento cristão, ainda permanecem crianças na fé. E o mais grave: muitos, como crianças mimadas, estão sempre querendo mais para si mesmos, quando já poderiam estar se dedicando no serviço ao próximo e na realização de suas próprias necessidades espirituais.

Essas “crianças grandes” são bem caracterizadas como aquelas que ficam apáticas ao conhecimento da Palavra. Normalmente não fazem questão de alcançar maior sabedoria, que careça um pouco mais de esforço e dedicação para ser apreendida. Como crianças, gostam de cantar, pular, dançar e se divertir, junto com outras crianças. Tentam, assim, dar a impressão de um conteúdo mais sólido à sua vida cristã. Mas, com sua hipocrisia, na maioria das vezes apenas transformam algo saudável numa atividade desagradável aos olhos de Deus.

Essas “crianças grandes” nunca crescerão no comportamento e na estatura espiritual. Como crianças, só querem receber a “graça” que acham ser merecedoras. Por isso, escolhem igrejas que prometem tudo que venha a satisfazer de imediato, principalmente sob o ponto de vista material. Para essas “crianças”, o lugar ideal não é aquele que elas tenham que servir ao Senhor e ao próximo, mas aquele que lhes prometa maior retorno imediato. Também como as crianças, ficam facilmente “emburradas”, ao terem contrariadas as suas expectativas de prazer e reconhecimento.

Assim, como Ministro da Palavra, tal qual o autor da carta aos hebreus, resta desafiar a nossa comunidade a buscar cada um a sua maturidade espiritual. Do contrário, teremos que lidar com uma Igreja que nunca sairá da sua infância espiritual, convivendo em um mundo muito perigoso, pois jaz no Maligno. Com certeza, um de nossos maiores desafios hoje é sensibilizar e resgatar os irmãos que ainda são PRISIONEIROS DA INFÂNCIA ESPIRITUAL.


Rev. JOÃO FIGUEIREDO DE ARAÚJO

sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

VALE DA SOMBRA DA MORTE

“Ainda que eu ande pelo vale da sombra da morte, não temerei mal nenhum, porque tu estás comigo; o teu bordão e o teu cajado me consolam.”
(Salmos 23.4)

Vivemos hoje uma sensação de insegurança geral, provocada por assaltos, assassinatos e ainda agora manifestações descontroladas de baderneiros, onde o quebra-quebra com violência desferida contra os espaços públicos e privados vem tomando conta da população. Há em nossos corações a nítida impressão de que não existe mais um lugar seguro para ficar.

Andar pelo “vale da sombra da morte” já não é mais uma realidade distante, mas pode significar a simples experiência de estar na rua, num banco, num shopping ou em qualquer outro lugar do dia-a-dia. Os espaços que antes eram considerados seguros tornaram-se vulneráveis no contexto da conturbação social em que vivemos.

Mas, afinal, o que poderia nos dar segurança psicológica diante dessa realidade, onde a possibilidade do perigo é real, como expressado pelo salmista em “Ainda que eu ande (...)”? Ou seja, aonde buscar segurança, ainda que tenhamos que passar por tais situações hoje, quando podemos ter a falsa sensação de que coisas ruins só acontecem com os outros? Essa resposta é obvia para o cristão: só em Deus temos total segurança!

A segurança em que o salmista descansa não está amparada na possibilidade de que as coisas venham a melhorar, e muito menos na ideia de que podemos viver sem complicações ou dificuldades que nos alcancem. A sua segurança está na certeza inabalável de que o Senhor é o seu Grande Pastor, e assim cuidará dele em toda e qualquer situação.

Essa Palavra soa como um consolo para o crente, em sua experiência com o cuidado do Grande Pastor, o Redentor e Preservador de todas as coisas. Não fomos deixados à própria sorte no imenso universo em que vivemos. Deus sempre cuida sempre dos seus. Aleluia!

O mundo caído nunca poderá nos dar os “pastos verdejantes" nem "as águas de descanso" (v.2) de que a nossa alma carece. Com pastos quase secos e águas que não saciam a sede, esse mundo segue o seu caminho de violência. Para alcançar a paz, é necessário seguir o Supremo Pastor, pois só ele nos conduz nessa condição. Os que assim fazem estarão seguros, mesmo quando tiverem que passar por algum VALE DA SOMBRA DA MORTE.


Rev. JOÃO FIGUEIREDO DE ARAÚJO