quarta-feira, 20 de maio de 2015

VIDAS INCOMPLETAS

“Ao entrar numa aldeia, saíram-lhe ao encontro dez leprosos, que ficaram de longe e lhe gritaram, dizendo: Jesus, Mestre, compadece-te de nós! Ao vê-los, disse-lhes Jesus: Ide e mostrai-vos aos sacerdotes. Aconteceu que, indo eles, foram purificados. Um dos dez, vendo que fora curado, voltou, dando glória a Deus em alta voz, e prostrou-se com o rosto em terra aos pés de Jesus, agradecendo-lhe; e este era samaritano.”
(Lucas 17.12-16)

Para muitos de nós o maior problema não é exatamente a falta de fé, mas sim, e principalmente, a falta de gratidão a Deus. Por certo todos tinham fé na cura feita por Jesus nos dez leprosos. Mas só um deles teve gratidão, sendo este o único a retornar, prostrar-se em agradecimento e desfrutar da presença plena do Senhor em sua vida. Pessoas ingratas sempre terão uma vida incompleta, mesmo que tenham muita fé.

A iniciativa daqueles homens foi extremamente louvável e digna de nota. Movidos por sua fé eles buscaram reverentemente a presença de Jesus, mas “ficaram de longe” (v.13), conscientes da gravidade da sua doença. Humildemente, assim, clamam pela misericórdia e são abençoados pelo Mestre. Ora, se todos tinham fé, o que faltou então aos nove que não voltaram? Faltou-lhes a gratidão a Deus!

O pecado da ingratidão é mais comum do que podemos imaginar, estando presente inclusive entre aqueles que têm fé. Mas Deus descortina o nosso coração: “Então, Jesus lhe perguntou: Não eram dez os que foram curados? Onde estão os nove? (v.18). Nesse “grupo dos nove” estão todos os que, mesmo recebendo livramentos, não glorificam ao Deus que pode fazer muito mais por cada um de nós. Por isso tendem a permanecer com suas VIDAS INCOMPLETAS.


Rev. JOÃO FIGUEIREDO DE ARAÚJO

terça-feira, 5 de maio de 2015

QUEM PODE FAZER TODA A DIFERENÇA?

“Elevo os olhos para os montes: de onde me virá o socorro? O meu socorro vem do Senhor, que fez o céu e a terra. Ele não permitirá que os teus pés vacilem; não dormitará aquele que te guarda. É certo que não dormita, nem dorme o guarda de Israel.”
(Salmos 121.1-4)

Passamos grande parte do tempo olhando para nós mesmos e para as nossas queixas mesquinhas. Esse olhar para próprio umbigo impede que venhamos a enxergar aquele que é poderoso para mudar o rumo de qualquer situação desconfortável na vida. Como alguém já registrou um dia, geralmente a nossa maior dificuldade não está na grandeza dos problemas, mas na pequenez do nosso espírito, que só nos faz queixosos e descontentes.

O salmista ressalta a esperança e a segurança que garante diuturnamente a proteção divina, para todos nós que confiamos no Deus Pai Todo Poderoso. A imagem da montanha, nesse sentido, é muito sugestiva. Um pássaro em perigo precisa voar para os seus altos, a fim de encontrar segurança. Nós devemos ir além, até aquele que não só fez a montanha, mas também os céus e a terra!

Quanto mais enxergamos a majestade de Deus, e entendemos a sua grandeza, mais temos força em nossas lutas do dia-a-dia. “O Senhor guardará a tua saída e a tua entrada, desde agora e para sempre” (v.8): esta é a referência bíblica para a segurança em nossas atividades diárias, como sair de casa e, apesar de qualquer coisa, voltar em segurança. Uma certeza não só para o dia de hoje ou amanhã, mas para todo o sempre. Essa promessa é para todos que olham e confiam realmente em QUEM PODE FAZER TODA A DIFERENÇA!


Rev. JOÃO FIGUEIREDO DE ARAÚJO

quinta-feira, 23 de abril de 2015

O PERIGO DA INDIFERENÇA

Esposo
Abre-me, minha irmã, querida minha, pomba minha, imaculada minha, porque a minha cabeça está cheia de orvalho, os meus cabelos, das gotas da noite.
Esposa
Já despi a minha túnica, hei de vesti-la outra vez? Já lavei os pés, tornarei a sujá-los?
O meu amado meteu a mão por uma fresta, e o meu coração se comoveu por amor dele.
Levantei-me para abrir ao meu amado; as minhas mãos destilavam mirra, e os meus dedos mirra preciosa sobre a maçaneta do ferrolho.
Abri ao meu amado, mas já ele se retirara e tinha ido embora; a minha alma se derreteu quando, antes, ele me falou; busquei-o e não o achei; chamei-o, e não me respondeu.
Conjuro-vos, ó filhas de Jerusalém, se encontrardes o meu amado, que lhe direis? Que desfaleço de amor.
(Cântico dos Cânticos 5.2b-6, 8)

Entre quem se ama o relacionamento conjugal pode ser prejudicado por algum tipo de indiferença, mesmo que involuntária. Quando isso ocorre, é preciso agir rápido para reparar o dano causado e evitar um mal maior. Sem perceber – por motivo de cansaço, sono ou mesmo preguiça – podemos deixar de dar a atenção devida à pessoa amada, gerando algum desconforto e até um desgaste maior no relacionamento.

Esse tipo de situação torna-se mais comum com o passar dos anos, na medida em que aumenta a familiaridade entre o casal. É nesse ponto que a união fica passível de perder o seu brilho original: os elogios já não produzem a mesma emoção que antes, cedendo lugar a desculpas cada vez mais constantes.

Esse processo pouco a pouco vai esfriando o relacionamento, podendo levar ao extremo da indiferença mútua. Para evitar isso, o casal precisa identificar as causas e agir rápido na renovação do relacionamento. Falar do amor sincero de um pelo outro pode ser um bom começo, lembrando os bons momentos passados juntos e o compromisso assumido diante do Senhor. Se necessário, não hesitar em buscar ajuda. Nessas horas difíceis um bom aconselhamento pode ser essencial na prevenção contra O PERIGO DA INDIFERENÇA.


Rev. JOÃO FIGUEIREDO DE ARAÚJO

segunda-feira, 13 de abril de 2015

ATITUDES IRRACIONAIS

“Peço-te, pois, ó Senhor, tira-me a vida,  porque melhor me é morrer do que viver. E disse o Senhor: É razoável essa tua ira?”
(Jonas 4.3-4)

Algumas pessoas têm dificuldades em lidar com a contrariedade. Quando as coisas não saem como elas querem, ficam muito chateadas e acabam tomando decisões irracionais. Isso normalmente acontece com quem tem temperamento forte, que muitas vezes não aceitam ver os seus planos contrariados.

No contexto do versículo citado, vemos que Jonas não ficou nada satisfeito com a decisão que o Senhor havia tomado em relação aos assírios, e a sua reação foi de irritação e raiva. Assim, pediu para Deus lhe tirar vida. Como podemos perceber, foi uma decisão extremada para um problema básico: não aceitar alternativas que contrariem as suas próprias convicções.

A irritação do profeta é bem clara, e Deus, em sua misericórdia, se propõe ao diálogo. A principal questão em sua pergunta em tom amoroso é: existe uma boa razão para sua indignação pela libertação de Nínive? Sem responder, Jonas sai da cidade, a ver o que vai acontecer: “Então, Jonas saiu da cidade, e assentou-se ao oriente da mesma, e ali fez uma enramada, e repousou debaixo dela, à sombra, até ver o que aconteceria à cidade” (v.5).

A história de Jonas é um alerta àqueles que se colocam como donos da verdade, como senhores da situação e não servos diante de Deus. Sempre que ficarmos irritados por algo não ter saído como planejamos devemos fazer essa pergunta a nós mesmos: “É razoável essa tua ira?”. Ser flexível é estar atento à vontade do Senhor. Um coração duro se torna obstinado, e invariavelmente nos leva a tomar ATITUDES IRRACIONAIS diante de Deus.


Rev. JOÃO FIGUEIREDO DE ARAÚJO

sexta-feira, 27 de março de 2015

O DEUS QUE RENOVA

“Calai-vos perante mim, ó ilhas,  e os povos renovem as suas forças; cheguem-se e, então, falem; cheguemo-nos e pleiteemos juntos.”
(Isaías 41.1)

Embora não se perceba tão claramente, existe a necessidade da renovação contínua de toda criação no universo. Na verdade, tudo o que foi criado um dia precisa ser renovado para poder ser mantido, e é o próprio Deus a fonte desse processo de manutenção. Ele é quem cria e também quem produz a renovação da criação sobre a face da terra, conforme atesta o salmista: “Envias o teu Espírito, eles são criados, e, assim, renovas a face da terra” (Salmos 104.30).

A renovação não se limita a necessidades biológicas, como água e comida, mas envolve todo o nosso ser. A complexidade e a amplitude dessa carência exige uma fonte inesgotável em Espírito. Esta só pode ser encontrada naquele que “(...) está assentado sobre a redondeza da terra (...)”, e que do seu trono se compadece dos pequenos, dando “(...) forças ao que não tem nenhum vigor.” (Isaías 40:22, 29).

O efeito dessa renovação é para aqueles que esperam no Senhor. A esses, a promessa de um Deus que não somente cria, mas que também cuida: “mas os que esperam no Senhor renovam as suas forças, sobem com asas como águias, correm e não se cansam, caminham e não se fatigam” (Isaías 40.31).

Nesse mundo corrompido pelo pecado, talvez você não sinta claramente o efeito do desgaste, mas certamente precisa de constante renovação. Assim não percamos tempo: “cheguemo-nos e pleiteemos juntos”, diz o Senhor. Somente ele pode, de fato e de direito, restabelecer em Espírito a sua criação, porque só ele é O DEUS QUE RENOVA.


Rev. JOÃO FIGUEIREDO DE ARAÚJO

quarta-feira, 18 de março de 2015

O CRESCIMENTO VEM DE DEUS

“Eu plantei, Apolo regou; mas o crescimento veio de Deus. De modo que nem o que planta é alguma coisa, nem o que rega, mas Deus, que dá o crescimento”.
(1 Coríntios 3.6-7)

Sem sombra de dúvida este é um momento muito especial para todos nós da Vila Telebrasília: nossa congregação presbiteriana, enfim, se torna uma igreja local! Nessa trajetória de luta e perseverança, muitas mãos cooperaram para alcançar a vitória. Na realidade, porém, cada um de nós foi capaz apenas de “plantar e regar”, mas quem de fato fez crescer o projeto foi o próprio Deus.

Reconhecer isso é muito libertador, pois toda a glória recai sobre quem de direito, e não há o risco de ser injusto com ninguém. Para cada nome mencionado nessa memória fica subtendido o empenho de muitos outros envolvidos: esposas, filhos, seminaristas, irmãos queridos incansáveis, alguns inclusive que apoiam até hoje esse ministério. A todos o nosso agradecimento sincero e eterna gratidão.

Em 2001 a Igreja Presbiteriana Nacional (IPN), por intermédio da União Presbiteriana de Adolescentes (UPA), então sob a coordenação do Rev. WALTER PEREIRA DE MELLO, com anuência do Conselho da Igreja, lança sementes no campo do Senhor na localidade Vila Telebrasília, a cerca de 8 km da sua sede, na quadra 906 Sul. A “Praça da Resistência” testemunhou as primeiras ações de evangelismo público, feitas em cima de um caminhão, com a participação maciça da criançada da “Vila”.

No dia 30 de junho daquele mesmo ano, com a intensificação das atividades, foi inaugurado um templo em terreno alugado nas cercanias da localidade. A partir desse núcleo, com o intuito de aproximar mais as pessoas, foram desenvolvidos então alguns projetos como escolinha de futebol, alfabetização de adultos, aulas de informática e reforço escolar, entre outras atividades de integração.

Sem muito espaço para bem acomodar todos que ali passaram a congregar, em pouco tempo o local se tornou pequeno. Foi então que, em 23 de dezembro de 2006, já sob a direção do Rev. FÁBIO RIBAS, pela graça de Deus, a congregação foi transferida para uma excelente sede própria adquirida pela IPN na comunidade, na qual se encontra até hoje.

Em meados de 2008 o Rev. FÁBIO foi chamado por Deus para um trabalho missionário transcultural, e a congregação retornou ao pastoreio do Rev. WALTER. Em 2010 o Rev. WALTER foi designado para uma missão especial no Haiti, como capelão militar do Exército Brasileiro, e os trabalhos passaram para a responsabilidade do Rev. GERALDO FERREIRA DA SILVA, que permaneceu até o final daquele ano.

No início de 2011 o Rev. JOÃO FIGUEIREDO DE ARAÚJO assumiu a Congregação, ainda como pastor Licenciado. Nesse ano foi ativado um gabinete odontológico, aberto à comunidade, assim como concretizada uma parceria para alfabetização de adultos. Com o apoio de lideranças locais, e anuência do Conselho da IPN, o projeto evoluiu para sua organização como “igreja local”. O parecer favorável do Presbitério de Brasília (PBSA) foi exarado em reunião ordinária no final de 2014, tudo sob a inesgotável graça de Deus.

Como testemunho do cuidado do Senhor com a Vila Telebrasília, pessoas comprometidas têm sido enviadas desde então para auxiliar no pastoreio da Igreja. Isso confirma a verdade de que, quando nos mantemos firmes e comprometidos, temos certeza de que o trabalho consagrado ao nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo jamais será em vão, porque O CRESCIMENTO VEM DE DEUS.

Rev. JOÃO FIGUEIREDO DE ARAÚJO

quarta-feira, 4 de março de 2015

VITÓRIA COM SABOR DE VITÓRIA

“Chegando Davi aos duzentos homens que, de cansados que estavam, não o puderam seguir e ficaram no ribeiro de Besor, estes saíram ao encontro de Davi e do povo que com ele vinha; Davi, aproximando-se destes, os saudou cordialmente.”
(1 Samuel 30.21)

Às vezes ficamos aborrecidos com quem não se dispõe a nos acompanhar nas lutas diárias da vida. Com isso, apesar de vencer as batalhas, ficamos magoados, perdendo um pouco do sabor da vitória. Para que isso não aconteça, precisamos aprender com Davi e, assim, desfrutar da benção completa que somente Deus proporciona.

Ao retornar para Ziclague, Davi se depara com um cenário de destruição e tristeza naquela sua base à época, que o texto bíblico informa ter sido fruto de um ataque do povo amalequita. Queimaram a cidade e levaram cativas suas mulheres e crianças. Todos se indignam com a situação, querendo saber quem fora o agressor. Como Davi faz isso?

Primeiramente “Davi se reanimou no Senhor, (...)” (v.6), dizendo ao sacerdote Abiatar que lhe trouxesse a estola sacerdotal para falar com “(...) seu Deus”. Foi consultando antes a vontade do Senhor que Davi começou a virada para a sua vitória. Após a aprovação de Deus, ele sai em resgate das mulheres e crianças, sem ainda nem saber quem iria enfrentar.

Em segundo lugar Davi confia na providência divina ao longo da sua empreitada. Ele consegue informações sobre o inimigo de um escravo egípcio, abandonado pelos amalequitas, que com toda certeza foi o próprio Deus que colocou em seu caminho. De acordo com o relato bíblico, enquanto todas as fontes de conhecimento estão fechadas para Saul, o caminho de Davi está repleto de orientações sobrenaturais que o levam ao sucesso.

Por fim, reconhecendo que é Deus quem provê todas as coisas, Davi não discrimina quem não o acompanhou na luta. Generosamente distribuiu os despojos tanto aos que foram com ele ao combate como àqueles que, por seus motivos, ficaram para trás. Com o exemplo de Davi é possível aprender a conquistar uma VITÓRIA SABOR DE VITÓRIA


Rev. JOÃO FIGUEIREDO DE ARAÚJO