quinta-feira, 2 de maio de 2013

TARDE DEMAIS PARA REMEDIAR


“No dia seguinte, um espírito maligno, da parte de Deus, se apossou de Saul, que teve uma crise de raiva em casa; e Davi, como nos outros dias, dedilhava a harpa; Saul, porém, trazia na mão uma lança, que arrojou, dizendo: Encravarei a Davi na parede. Porém Davi se desviou dele por duas vezes.”
(1 Samuel 18.10-11)

Se tivessemos que representar o rei Saul, a melhor forma seria com uma lança na mão. Quando lemos a história do primeiro rei de Israel, muitas vezes o encontramos exatamente assim, com uma lança na mão. Ao contrário dele, Davi tem sempre ao alcance das mãos a arma certa para cada situação: uma harpa, um cajado de pastor, uma funda (espécie de estilingue) ou uma espada. Qualquer tarefa que Deus atribuia a ele, Davi a executava com uma arma diferente, apropriada àquela situação específica.

Nossa meditação de hoje recai sobre o homem que quer ter apenas uma arma, um homem com pouca habilidade para lidar com seus sentimentos. No princípio, Saul sente inveja de Davi; em seguida, fica desconfiado, com medo dele; pouco depois sua raiva inunda a alma para, finalmente, tentar tirar a vida de Davi.

Essa imagem merece destaque: enquanto Davi está com uma harpa na mão, em busca de alívio para Saul, este tem na mão uma lança, para matá-lo. Temos aqui o contraste entre a gentileza prestativa daquele que quer fazer o bem, e a brutalidade do perseguidor implacável, tomado de ódio no coração. Davi maneja bem as armas que tem na mão, mas Saul (graças à Deus!) é desajeitado. Enquanto a arma de Davi é inofensiva, a de Saul é mortal!

O texto nos informa que, “(...) como nos outros dias (...)”, Davi tocava sua harpa diante de Saul. Antes do ódio tomar conta da vida do rei, a música de Davi era um remédio para a doença da sua alma. Mas agora que Saul o repugnava de todo o seu coração, a música já não produzia qualquer efeito sobre ele. Devemos ter cuidado para que o ódio não nos domine, tornando ineficaz qualquer remédio que antes surtia efeito. Devemos cuidar para que o rancor não passe a ser o principal alimento da nossa vida.

Pense agora você mesmo, meu irmão, minha irmã, por um breve momento na sua situação atual, no estado da sua alma: existe hoje algum sentimento de raiva em seu coração? Será que esse sentimento já não está se transformando em ódio? Que armas você tem nas mãos para resolver esse problema? Nessa breve reflexão sobre o texto bíblico constatamos que o rei Saul era um homem de uma arma só. Não se deixe tranfornar, como Saul, de modo a perder todas as bênçãos que você já tem, preparadas pelo Senhor para a sua vida!

Por não ter outras habilidades o rei tornou-se um homem reprovável aos olhos de Deus, na voz do profeta: Porém Samuel disse a Saul: Não tornarei contigo; visto que rejeitaste a palavra do Senhor, já ele te rejeitou a ti, para que não sejas rei sobre Israel” (1 Samuel 15.26). O ódio tomou tal proporção na vida do rei Saul que nenhum remédio fazia mais efeito. Foi ele mesmo quem permitiu que a sua loucura chegasse a um estágio irreversível, ao ponto de ser TARDE DEMAIS PARA REMEDIAR.

Rev. JOÃO FIGUEIREDO DE ARAÚJO

sexta-feira, 19 de abril de 2013

PAI NOSSO, MAS NÃO DE TODOS


“Portanto, vós orareis assim: Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome; venha o teu reino; faça-se a tua vontade, assim na terra como no céu; o pão nosso de cada dia dá-nos hoje; e perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós temos perdoado aos nossos devedores; e não nos deixes cair em tentação; mas livra-nos do mal [pois teu é o reino, o poder e a glória para sempre. Amém]!”
(Mateus 6.9-13)

A “Oração do Pai Nosso” é uma das mais difundidas entre seguidores das mais diversas religiões. Independente de qual seja a crença, lá estará sempre alguém “rezando” um “Pai Nosso...” Mas qual seria o problema disso? Bom, em primeiro lugar devemos dizer que esta é uma oração que Jesus ensinou aos seus discípulos, e tanto Mateus quanto Lucas deixa isso bem claro.

Mateus coloca a oração no contexto do ensino de Jesus no Sermão do Monte aos seus discípulos (Mateus 5.1-2). Lucas nos diz que Jesus ensinou essa oração a pedido de um dos seus discípulos (Lucas 11:1). Fazemos bem em chamar a Oração do Senhor, porque foi ele mesmo que nos ensinou. Mas essa expressão só faz sentido para quem reconhece Jesus Cristo como único e suficiente Senhor e Salvador da sua vida!

Os três primeiros pedidos da oração exaltam a soberania de Deus. Isto é, você deve começar a orar dando a Deus o lugar supremo que merece. Só após pode-se considerar as necessidades pessoais. Apenas quando se dá a Deus o seu primeiro lugar em nossas vidas, o restante pode ser considerado no lugar que achamos que merece. A oração nunca deve ser uma tentativa de forçar a vontade de Deus para os nossos desejos, mas sim (e sempre) uma tentativa de submeter os nossos desejos à vontade do Senhor.

Na segunda parte da oração, que trata de nossas necessidades, há uma unidade muito bem definida.  Primeiro pedir pão. Precisamos de sustento para só então colocar as necessidades do presente diante do trono de Deus. Quem é o nosso provedor? O Pai. É Ele que sustenta graciosamente os seus filhos queridos!

O segundo pedido é por perdão. Fazendo isso colocamos o nosso passado na presença de Deus, ou seja, tudo aquilo que foi feito por nós que desagrada ao Senhor. Logo após lembramos a obra de Jesus, aquele que deu a sua vida para remissão dos nossos pecados.

Finalmente pedimos ajuda para nos livrar das tentações. Assim colocamos o nosso futuro nas mãos de Deus. Sem dúvida é o Espírito Santo que nos dá essa sensibilidade, nos ensina, nos fortalece e nos livra das tentações desse mundo, que jaz no Maligno.

Nesses três pedidos curtos somos ensinados a colocar o passado, presente e futuro no contexto da graça de Deus. E ainda que a oração seja dirigida ao Pai, nela está certamente envolvida a Trindade, com o Filho e o Espírito Santo. Portanto essa bela oração só tem sentido na boca do verdadeiro filho de Deus, sabedor que Deus é o PAI NOSSO, MAS NÃO DE TODOS.

Rev. JOÃO FIGUEIREDO DE ARAÚJO

É IMPOSSÍVEL FUGIR DA PRESENÇA DE DEUS


“Jonas se dispôs, mas para fugir da presença do Senhor, para Társis; e, tendo descido a Jope, achou um navio que ia para Társis; pagou, pois, a sua passagem e embarcou nele, para ir com eles para Társis, para longe da presença do Senhor.
Mas o Senhor lançou sobre o mar um forte vento, e fez-se no mar uma grande tempestade, e o navio estava a ponto de se despedaçar.”
( Jonas 1.3-4)

Você já tentou fugir de Deus? Muito provavelmente sim, mas é claro que não subiu em um barco ou tomou um avião para tentar sair da presença do Altíssimo. Como o salmista, também você e eu podemos exclamar: Para onde me ausentarei do teu Espírito? Para onde fugirei da tua face”? (Salmo 139.7). Todos nós bem sabemos que é impossível escapar da presença do Senhor, pois ele é onipresente, está em toda parte!

Consideremos, no entanto, algumas situações mais específicas do cotidiano, como alguém que não quer ir às reuniões da sua congregação, porque sabe que está em pecado e tem medo de ser confrontado. Ou no caso de uma pessoa que não vai a certo lugar porque sabe que lá encontrará um irmão que não gosta muito. Ou ainda um terceiro que não comparece a determinada reunião, para evitar que receba alguma responsabilidade a mais do que aquelas que já tem.

Em cada um desses casos encontramos pessoas que estão evitando uma determinada situação ou exposição, porque não querem fazer algo que sabem que o Senhor (e não o mundo) exige deles. Mas não tenham dúvida, meus queridos irmãos e irmãs em Cristo:  não é possível permanecer caminhando com Deus sem obedecer aos seus desígnios!

Em última análise, cada um pode tentar fugir da presença de Deus à sua maneira, buscando evitar aquilo que lhes é desagradável. Até o próprio Filho de Deus sentiu o peso da sua responsabilidade, no momento mais difícil do seu ministério.

No Getsêmani, Jesus abriu completamente o seu coração quando orou ao Senhor: "Meu Pai, se possível, passe de mim este cálice!” (Mateus 26.39b).

Nós precisamos entender que esses conflitos são parte do preço que temos que pagar por seguir a Deus. É normal, como seres humanos, tentarmos evitar aquilo que nos é desagradável. Mas o que não podemos fazer é nos deixar dominar por esse desejo, pois se torna um pecado. Não há como fugir da presença e da vontade do Senhor, se de fato você conhece o Deus verdadeiro.

Não podemos adiar o que Deus espera de nós em cada momento. Não podemos deixar de fazer aquilo que Deus colocou em nossas mãos para ser feito. Não adianta tentar se esconder, Ele vai nos encontrar em qualquer lugar que estejamos! A história do profeta Jonas é um exemplo perfeito de que É IMPOSSÍVEL FUGIR DA PRESENÇA DE DEUS.

Rev. JOÃO FIGUEIREDO DE ARAÚJO

UM “SE” QUE FAZ TODA A DIFERENÇA


“E, se Cristo não ressuscitou, é vã a nossa pregação, e vã, a vossa fé.”
(1 Coríntios 15.14)

Como pode um aparentemente insignificante “se” ser capaz de mudar todo o contexto da história! Você crê nisso? O crer ou não crer na ressurreição de Jesus, como fato real da história, tem implicações nesta e em nossa outra vida. Não crer na ressurreição torna nulo tudo o que se refere a Cristo e, consequentemente, vã a nossa fé. Mas quando se crê nisso, tem-se diante de si algo que dá sentido à nossa existência, nesta e na outra vida que virá. Discorrendo sobre esse tema, William Barclay destaca alguns pontos importantes que a ressurreição de Jesus comprova.

Primeiro, que a verdade é mais forte do que a mentira. Referindo-se aos seus inimigos, Jesus disse: “Mas agora procurais matar-me, a mim que vos tenho falado à verdade que ouvi de Deus; assim não procedeu Abraão” (João 8.40). Jesus sempre esteve comprometido com a verdade. Seus inimigos queriam a sua morte porque não desejavam abandonar o seu modo de vida centrada no erro e no engano. Eles queriam se livrar da verdade para continuar na mentira desse mundo. Se de fato eles tivessem conseguido se livrar de Jesus, a mentira teria sido mais forte do que a verdade.

Segundo, a ressurreição prova que o bem é mais forte do que o mal. Ainda citando o Evangelho de João: “Vós sois do diabo, que é vosso pai, e quereis satisfazer-lhe os desejos. Ele foi homicida desde o princípio e jamais se firmou na verdade, porque nele não há verdade. Quando ele profere mentira, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso e pai da mentira” (João 8.44). Se Jesus de fato não tivesse ressuscitado, o mal teria triunfado, e não poderíamos ter a absoluta certeza de que o bem é mais forte do que o mal.

Terceiro, a ressurreição prova que o amor é mais forte do que o ódio. Jesus é a encarnação do amor de Deus. No desejo de matar Jesus, vemos o conflito entre o amor e o ódio. O Livro dos Cânticos de Salomão afirma que “o amor é forte como a morte” (Cantares 8.6). Se Jesus não ressuscitou, então o ódio venceu o amor. Mas a ressurreição de Jesus é a prova definitiva de que o amor é mais forte do que a morte e o ódio juntos.

Por fim, a ressurreição prova que a vida é mais forte do que a morte. Se Jesus tivesse morrido e não tivesse ressuscitado, estaria claro que a morte o teria destruído cruelmente na cruz. Mas a ressurreição é a prova definitiva de que a vida é mais forte do que a morte. As palavras de Paulo em epígrafe são claras: se a ressurreição de Jesus não aconteceu de fato, o Evangelho seria baseado em uma mentira, e os muitos milhares que morreram acreditando nessa esperança teriam se perdido para sempre, porque não haveria nada após a morte. Portanto, quanto à nossa fé na ressurreição de Jesus Cristo como Senhor e Salvador, estamos diante de UM “SE” QUE FAZ TODA A DIFERENÇA.

Rev. João Figueiredo de Araújo

sexta-feira, 22 de março de 2013

ENTRE O POVO DE DEUS, SEM PERDER O SABOR DO MUNDO?


“E o populacho que estava no meio deles veio a ter grande desejo das comidas dos egípcios; pelo que os filhos de Israel tornaram a chorar e também disseram: Quem nos dará carne a comer? Lembramo-nos dos peixes que, no Egito, comíamos de graça; dos pepinos, dos melões, dos alhos silvestres, das cebolas e dos alhos. Agora, porém, seca-se a nossa alma, e nenhuma coisa vemos senão este maná.”
(Números 11.4-6)


Um grande número de pessoas tem ido à igreja em busca de soluções imediatas para seus problemas materiais. Querem estar ao lado daqueles que “operam milagres”, que “profetizam” coisas boas a seu respeito, alimentando a esperança de que um “mundo sem dor” possa ser a realidade em suas vidas. Quando a motivação da comunhão não é a verdadeira conversão, mas sim interesses por coisas terrenas, há grande fastio pelo alimento oferecido pela graça de Deus, passando-se a querer, de fato, aquilo que sacia os desejos da carne. O resultado acaba sendo a murmuração, que logo contamina todo o povo em volta.

O capitulo 11 do livro de Números é importante para refletirmos um pouco sobre essa questão. O versículo quatro fala de um “populacho” no meio do povo, com saudoso apetite pela comida do Egito. Um rico cardápio de legumes é citado em seguida: “peixes, pepinos, melões, alhos silvestres, cebolas, alhos” (v.5). Mas o desejo maior é por “carne”, na reivindicação: “Quem nos dará carne a comer”? (v.4). A manifestação desse desejo logo contamina todo o povo, e grande parte dos israelitas começam a se lamentar.

Aprendemos nesse episódio como o povo de Deus pode ser influenciado por aqueles que “comungam” ao seu redor. Quando estamos cercados de pessoas que têm como único interesse as coisas do mundo, a tendência é não vermos os benefícios que já obtivemos pela graça de Deus. Assim, os israelitas chegaram a esquecer de sua antiga condição como escravos no Egito – do chicote, do trabalho forçado e de tantas outras ofensas e submissões. O cerne da ingratidão é o seu esquecimento, pois com isso desprezaram a bondade de Deus por eles. Essa “multidão de estrangeiros", viajando com Israel, é similar aos membros mundanos da igreja de hoje, cujos corações ainda estão no “Egito”! Em lugar de reconhecer o presente da bondade de Deus, relembram-se das coisas carnais do seu passado no mundo.

Aprendemos também que esse “populacho” é capaz de fazer qualquer coisa para que o pão de Deus passe a ter o sabor do alimento do mundo (v.8). Em Êxodo 16.31 vemos que o maná tinha gosto de mel, mas aqui os judeus estavam tentando "melhorar" o maná, para que ficasse com gosto de azeite. Infelizmente hoje muitos querem uma igreja com sabor de mundo. Propaga-se muito o show gospel, o forró gospel, a boate gospel, com imitações do jogo de luzes, da fumaça e de outros adereços mais. Tudo “de Deus”, mas sem perder o tempero daquilo que se gostava no mundo. O sabor de mel do maná recebido não mais satisfaz, e fazem de tudo para que tenha o sabor de azeite. Mas será que é possível, necessário, ou mesmo da vontade do Senhor manter-se ENTRE O POVO DE DEUS, SEM PERDER O SABOR DO MUNDO?

Rev. João Figueiredo de Araújo

sábado, 9 de março de 2013

AMANHA VAI SER DIFERENTE


“Restaura, Senhor, a nossa sorte, como as torrentes no Neguebe. Os que com lágrimas semeiam com júbilo ceifarão. Quem sai andando e chorando, enquanto semeia, voltará com júbilo, trazendo os seus feixes.”
(Salmos 126.4-6)

Nem sempre a nossa vida está como gostaríamos que ela estivesse. O lugar em que vivemos, as pessoas, o trabalho e até mesmo a nossa própia casa nem sempre são o terreno fácil que esperávamos para fazer uma boa colheita. Quando a terra fica ociosa por muito tempo torna-se estéril, quase impossível de ser trabalhada, e qualquer colheita dali só com muito esforço.

Para ilustrar essa situação o salmista utiliza a figura de um agricultor em sua difícil jornada de trabalho, imagem que é reforçada pela expressão “com lágrimas”. Porém, apesar das lutas e do trabalho exaustivo, ainda persiste a anseio por dias melhores, e esse desejo é manifestado com o pedido: Restaura, Senhor, a nossa sorte, como as torrentes no Neguebe.” (v.4). Se acaso você tem experimentado essa realidade em sua vida encontrará no texto uma fonte inspiradora de esperança e alegria.

A primeira lição a ser destacada do texto é que o Senhor transforma a nossa sorte nas experiências com dor. Cremos em um Deus que intervém sempre positivamente, mudando de forma drástica a realidade que produze cativeiros e angústias na vida. O salmista escolhe as torrentes no Neguebe” para ilustrar essa realidade. No Deserto de Neguebe, ao sul da Palestina, os cursos d’água ficam totalmente secos e sem vida durante o verão. Mas com as primeiras chuvas do inverno voltam a ficar cheios rapidamente, fazendo resurgir a vegetação e a esperança para toda a região. O propósito maior da metáfora foi destacar a extraordinária capacidade de restauração divina.

A segunda lição é que as dificuldades da vida rendem frutos no seu devido tempo, como dá a entender o versículo 5. O semear com lágrimas caracteriza as dificuldade da vida; a colheita alegre é a alusão ao júblio da vitória. A mensagem é bastante clara: a situação presente pode ser um deserto – seco e sem possibilidades de vida. No entanto, mediante a intervenção extraordinária de Deus, ainda veremos uma colheita abundante. A alegria dos novos frutos fará você esquecer as dificuldades do tempo dificil que enfrentou.

Finalmente aprendemos que a dor não é para sempre. Deus está do lado das pessoas que sofrem maus tratos com “chicotadas” impiedosas da vida. Mas não devemos nunca perder a esperança, pois há um libertador que é capaz e compromisado conosco. Nossa história será reescrita mediante a manifestação da graça divina.

Sem dúvida podemos vislumbrar todo esse cuidado na pessoa de Jesus. Sua mensagem traz esperança a todos que sofrem. Quando confiamos em Cristo, nossas lágrimas nunca serão a derradeira manifestação, mas sim o prenúncio da alegria no Espírito Santo, com fundamento na esperança da restauração. Quando vivemos de acordo com a Palavra de Deus podemos ter a viva certeza de que AMANHÃ VAI SER DIFERENTE.

Rev. João Figueiredo de Araújo

sábado, 9 de fevereiro de 2013

O VALOR DE UMA GRANDE MULHER


“Mulher virtuosa, quem a achará?
O seu valor muito excede o de finas jóias.”
(Pv 31.10)

Em um mundo onde os valores se tornam cada vez raros, a imagem da mulher virtuosa, assim descrita nesse provérbio, deve ser cada vez mais uma referência em nossas mentes. O texto não precisa dizer exatamente quem ela é, mas traduz o que ela deve representar. Alguns estudiosos alegam que o autor não tem em mente uma mulher específica, e assim nos apresenta um modelo objetivo de vida para a alma feminina. A intenção é que possamos conhecê-la pelas virtudes a seguir descritas, que caracterizam uma pessoa confiável, diligente, organizada e, acima de tudo, amorosa.

Sem dúvida, o poema descreve uma mulher notável! A objetiva simplicidade e a beleza das palavras desse versículo são uma orientação de valor inestimável para todas as mulheres. Principalmente quanto a prioridades em esferas importantes de suas vidas, seja na gestão do tempo, dos recursos disponíveis ou dos dons concedidos gratuitamente por Deus. Mas afinal, que valor é esse que “muito excede o de finas jóias”?

Por certo se trata de um valor muito eficiente. O texto bíblico, mais adiante, nos mostra que seu marido tem total confiança nela, seus filhos são exemplos dentro de casa e todos reconhecem o seu valor (v.28, 29). O respeito merecido por ela não é simplesmente conferido, mas certamente conquistado, haja vista a unanimidade de opiniões. Assim, o seu valor é inquestionável, superando o de muitas joias.

O valor dessa mulher virtuosa excede a esfera do seu lar. Além dos afazeres domésticos ela ainda encontra tempo para amar o próximo, ajudando ao necessitado em sua comunidade e amenizando a dor dos menos favorecidos (v.20). E ela ainda consegue aumentar os recursos da família, por meio de investimentos sábios e do gerenciamento produtivo dos bens colocados sob seus cuidados (v.16). Sua beleza não é apenas exterior, como a de muitas outras mulheres, mas um reflexo louvável do seu interior temente a Deus (v.30).

Enfim, o valor da mulher virtuosa tem sua origem em Deus. O segredo do sucesso está intimamente ligado à sabedoria que provém do temor ao Senhor. Na presença de Deus, tanto o relacionamento como as responsabilidades são sabiamente equilibradas. Podemos ver nesse modelo de mulher a verdade declarada por Jesus Cristo quando prega no sermão do monte: "buscai, pois, em primeiro lugar, o seu reino e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas” (Mateus 6.33).

Nesse segundo domingo de fevereiro, em que nossa Igreja comemora o Dia da Mulher Presbiteriana, voltamos o olhar com especial atenção para esse texto. Nele buscamos a inspiração para fundamentar o desejo de que nossas mulheres ali encontrem a nobre missão de suas vidas, e assim todos possam reconhecer O VALOR DE UMA GRANDE MULHER.

Rev. João Figueiredo de Araújo